Vento forte, mês
de Março, a chuva cai sem descanso
Cobre a terra com seu manto, deixando verdes rebentos
Sossegando os lamentos, de um campo já saciado
Nasce a semente lançada, que nos dará o sustento.
Verdes prados,
verde esperança, terra lavrada com amor
Papoilas, lírios em flôr, a beleza em harmonia
De quem a trabalha é, teu perfume, tua dôr
Lindas paisagens em flôr, na mais bela sintonia.
Ho minha terra,
minha mâe onde eu nasci
Nâo quero dizer-te adeus, ir para longe de ti
Ho minha terra, meu amor, minha cançâo
Trago-te sempre comigo, dentro do meu coraçâo.
Terra abraçada
pelo sol, o vento beija teus campos
Cintilam os pirilampos, nas noites de lua cheia
Pela noite, teu rio canta, gemidos de uma guitarra
Numa barca embalada, á suave luz da candeia.
Momentos inolvidáveis,
uma guitarra a trinar
Balada triste sem par, que linda cançâo de amor
Juntam-se em teu redor, os passarinhos cantando
Vestindo-te um lindo manto, minha terra tua côr.
Ho minha terra,
minha mâe onde eu nasci
Nâo quero dizer-te adeus, ir para longe de ti
Ho minha terra, meu amor, minha cançâo
Trago-te sempre comigo, dentro do meu coraçâo.

Autor: Ribatejano
16 de Março
de 2002
Texto na Voz do Autor