Por
vezes eu me fecho em silêncio
preciso estar só, meditar, sair das alturas
é fundamental que eu restaure as armaduras
recolher-me, digerir as amarguras.
Baixar á guarda,
abrandar o vento
esconder-me do meu próprio pensamento
peço aos amigos; que me queiram desculpar
é que as vezes eu preciso me encovar.
Admito o tanto o quanto
sou ausente
mesmo calada, o meu pensar está presente
quanto as mensagens que eu deixei de responder
não foi descaso, eu pouco tive a dizer.
São provas que
a vida nos impõe
sem que saibamos o porquê sim, e o porquê não
que nos obrigam a conviver com a solidão
e nos coíbe duma ação, ou reação…
São
coisas minhas, não as quero revelar
talvez um dia, alguém as venha a publicar
quem sabe em versos terá voz o meu coração
depauperado, nos limites da razão…
Autora:
Pequenina
02/03/10 - 04:00
Música: "El Reloj"
Na Voz do: Ribatejano