Tento dormir, e mal consigo
Vejo um sinal vermelho á indicar perigo
Que me desperta, pondo a minha alma em alerta
Como um prenúncio de que algo está por vir
Algo que avisa que o meu teto vai ruir
Em corda bamba, balanço e danço
Me curvo, me declino, e já me canso
Pendurada num fio corrompido, prestes a soltar…
Um vento gélido e penetrante paira no ar
Sinto-me frágil, e tenho ânsias de gritar
Penso que alguém deseja entrar;
Que entre, esteja a vontade, só não vale espionar
Seja coerente, e respeite o meu “altar”
Só peço que não mexa em meus guardados
Neles eu guardo os meus segredos, os meus pecados
Que não são poucos, e muitos deles ”cabeludos”
Mas que são meus, e não pertencem a “abelhudos”
Que em nada bulam, sequer toquem num retrato
“A curiosidade é que matou o gato”
Mas se por descuido, em algo venham a tocar
Não invadam, não destruam, e nem usem o “deletar”
Atire-os ao longe, onde ninguém possa encontrar
Lugar seguro é as profundezas do meu MAR
As suas águas; por certo há de os consumar
E o salitre irá destruindo-os devagar
E quem desejar que a minha alma vá pro céu
Não quero rezas, e sim que cuidem da “Bebel”
Que é companheira, é amiga, e é fiel
E quanto ao resto, nada tenho a preservar
Façam do todo, o que bem o desejar…
Pois sei que nada, hei de levar…

Autora: Pequenina
12/12/09 - 05:00

Música: "Canção do Mar"
Na Voz do: Ribatejano