De lágrimas e desvarios
fiz do meu mundo um rio
de águas turvas, nebulosas
com crateras sinuosas
ás margens, eu naufraguei
e ali, eu embiquei…

Tentei encontrar saída
andei sem rumo e perdida
desamparada e vencida
cansada e esmorecida
as montanhas do sem-fim
desabaram-se sobre mim…

Cresceram largos penedos
junto aos escombros dos medos
soterrando os meus sentimentos
aumentando os sofrimentos
restou-me um antro sombrio…
e as águas turvas de um rio.

Meio aos redemoinhos
por sobre o lodo e os espinhos
tenho a alma sepultada
junto ás paredes rachadas
destruídas pela enxurrada...
nada restou; nada...


Autora: Pequenina
18/02/2010 - 07:20

Música: "SOU COMO UM RIO"
Na Voz do: Ribatejano