Hoje eu quero estar só…
caminhar pela praça; descalça
sobre os raios fugazes da lua
meditar, vagar pela rua…

Até que a noite se vá
e os pardais despertem a cantar
que me chamem de alienada
nada me importa; nada…

Quero despir-me de tudo
sorver as gotas de orvalho
soltar meus cabelos ao vento…
deslaçar o pensamento.

Preciso sim, estar só…
sem que de mim tenham dó...
e nem que venham a dar risada...
e me chamem de desvairada.

Pular, saltar essa ponte
dar as costas ao horizonte
sem ver quem passa defronte
olhar por cima do monte.

Andar a ermo, sem norte
onde o acaso me transporte
como um solitário peregrino
sem rumo, e sem destino...


Autora: Pequenina
02/03/10 - 02:30
Música: 'ET SI TU N'EXISTAIS PAS"
Na Voz do: Ribatejano