Noite escura,
sombria…
as ruas estão desertas; vazias
um majestoso palco da nostalgia
em confrontantes delírios…
um falso mundo ruía…
As luzes artificiais
a maresia amornada
humedecida pela brisa do mar
um forte cheiro de morte…
esvoaçando no ar.
Fustigando as folhas
que se espraiam no chão
gemem, choram, e rodopiam…
resgatadas pelo vento
lá se vão, se vão…
É a vida á passar...
por uma porta entreaberta
em altos gritos de alerta
anuncia, que é chegado o final
a derrocada fatal.
Me cubro em tristeza
e sinto que a solidão me desperta
sento-me, e tento em vão esquecer
olhando as ruas desertas…
até o amanhecer…