Amanhã; pela
manhã…
quando voltares do mar…
traga-me em teu barco algumas algas
quero afincá-las ao redor do meu jardim
serão cuidadas pelas mãos de um barqueiro
irão ornar, embelezar todo o canteiro…
Amanhã; pela manhã…
quando voltares do mar…
traga á mim, aquelas contas desprendidas
são do rosário em que eu desfio a minha vida
são minhas lágrimas que em contas se formou
quando eu chorava, a dor as solidificou.
Amanhã; ao entardecer…
quando te fores para o mar…
leve em teu barco em silêncio, a minha dor
deite-a no templo, junto ao pé do Meu Senhor
diga ao Meu Rei que interceda a meu favor
que me proteja até o dia em que eu me for.
Pela manhã, doutras manhãs…
quando te fores ao mar, não me venha despertar
vá ao jardim, e recolha as algas que lá está
teça-me um manto, e cubra o frio do meu corpo
deite-me em teu barco, e leve-me consigo
ao profundo do oceano, ao meu abrigo…

Autora: Pequenina
28/09/10
- 03:30
Música: "UN
VELERO LLAMADO LIBERTAD"
Na Voz do FRED "Ribatejano"