Basta-me
um leve sopro
da brisa que vem do mar…
faz-me voar.
Frágil
ave migrante
perdida em terra distante...
uma alma errante.
Qual
folha seca, caída
duma árvore já ressequida
de raiz estremecida.
Não
sente frio, ou calor
não chora, e não sente dor
vive só, não tem amor.
Logo há de vir
o tempo
em que tudo vai se ultimando
e a vida vai se apagando.
Amarrada
ao pé do vento
sem queixas e sem lamentos
recolhe-se ao esquecimento...
Sem
mágoas no coração...
e tudo estará consumado
no mar da consolação…

Autora:
Pequenina
10/01/10 -
05:10
Música:
"Emanuelle"
Na Voz do: Ribatejano