É o fosso, é a treva que me leva
ruminando com seus caninos sagazes
assustadores, selvagens, e vorazes
sem reticências, hábeis e fugazes…

É a queda duma frágil barreira
um lavrador que perdeu o seu plantio
nas guilhotinas afincadas a céu aberto
nas enchentes das águas do rio…

Além da vida sofrida; incapaz
de quase todos, que nem a todos satisfaz
uma cancela esfacelada; corrompida
onde a subida, é o topo da descida…

Um coração exaurido, afligido
desprovido de afeto; incompreendido
condenado pelos erros, destruído
se julgado, não será absolvido…

É o fosso, é a treva que me leva
arrastando-me sem piedade chão afora
mostrando-me que é hora da partida
sem melindres; a despedida…



Autora: Pequenina
04/07/2011 - 00:05

MÚSICA: "ET SI TU N'EXISTAIS PAS"

Na Voz do Fred "Ribatejano"