Do
vinho tinto, á saudade
Do cravo em flor, o botão
Dos olhos da cobra verde
Ás lágrimas do coração.
Nos densos galhos, o orvalho
Na noite o medo, o trovão
Caminho por sobre pedras
Converso com a solidão.
Ouço
o cantar da passarada
Apregoando o romper do dia
Em mechas os meus cabelos...
Rebelam-se em nostalgia.
O
mar, meu cofre secreto
Refúgio de paz, a minha luz
A ele me curvo, e confesso-me
Como aos pés da santa cruz.
De
sonhos e de esperanças
Dou vida, a minha fantasia
Absorvo os meus pesadelos
Preencho a alma vazia.
E
logo me vem á lembrança
O que se foi, e não mais volta
E assim mergulho no tempo
E vejo que não estou morta.

Autora:
Pequenina
24/05/2009
– 02:10
Música
na Voz do:
Ribatejano