Nem sempre o preço é justo
Paga-se o que não consumimos
Degustando uma dor que nos mata
Fingindo que nada sentimos.

Muitos se vão e não voltam
Retirando-se em silêncio profundo
São carrascos daquelas que sofrem
São criaturas do mundo.

São cegos, perderam a visão
Perderam o apego ao seu ninho
São cruéis peregrinos do espaço
Com asas de passarinho.

Esquecem vidas coitadas
Presas ao pé do altar, á rezar
A pedir que a Santa os proteja
E um dia os faça enxergar.

O mundo dá voltas; e volta...
Sempre sabe onde há de chegar
Por vezes faz á diferença
As voltas que o mundo dá.


Autora: Pequenina
01/11/09 - 02:15
Música na Voz do:Ribatejano