Dormir, enganar a nostalgia
Chorar um pouco, pensar e reflectir
Deixar o pranto cair sem me ferir
Amanhã, um outro dia há de vir
Anseio em buscar o alento, no momento
Abraçando o meu amigo travesseiro
Bom companheiro e conselheiro
Dedicado fiel e verdadeiro
Das longas noites em que o sono me foge
E a minha alma aflita, grita por liberdade
Que a solte, a devolva para um novo mundo
Ao paraíso do repouso profundo
Na gruta do esquecimento
Onde estará protegida do mau tempo
Das correntezas que a absorve
Tudo gira a minha volta, e nada se move
Uivam os ventos, grunhem os trovões
E a pobre alma geme aos turbilhões
E o ingrato sono continua ausente
Um tolo insensato e negligente
Na luta contra a realidade do destino
Destino este que o transformou num banido
Qual fugitivo nas madrugadas vaga perdido
Percebo que de mim tenha esquecido
Negando-me o descanso merecido.

Autora:
Pequenina
16/07/2009
– 03:00
Música
na Voz do:
Ribatejano
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