Tive
de tudo, um pouco
E nada, me trouxe alegrias
Fui senhora, fui amiga e fazendeira
Como mulher, fui prisioneira.
Batalhei a sobrevivência
Consegui, a independência
Pois nem tudo, compra o dinheiro
Liberdade vem em primeiro.
Nunca amei, mas sou amada…
Despedacei-me em algumas ciladas
Juntei cacos, atirei-os pela janela
Preferi uma vida singela.
Fui qual artista de circo
No palanque dos desenganos
Agarrei-me aos meus poucos anos
Assumi, as perdas e danos.
Os
revezes da desilusão
Não me queixo, foi a melhor solução
O mundo, por algum motivo ou razão
Nos exige que aprenda a lição.
Sou descrente, no coração
Não aceito em viver de ilusão
Fugindo, fingindo, e sofrendo opressão
A “Ti” que me ama, peço perdão.