Assusta-me quando ouço
Aos que me chamam de "freira"
Tenho uma vida regrada
Mesmo que sendo solteira.

Não sou aqui uma “santa”
Também tenho as minhas crises
E dentre outras e tantas
Não condeno as meretrizes.

Que no apagar das luzes
Apagam-se os seus sentimentos
E escrevem lá as suas páginas
Carência e constrangimentos.

Relatam as suas histórias
Os encontros e as despedidas
Libertam-se de suas angústias
Um tanto quanto doridas.

E quando o relógio chama
Salteiam e se atiram ao chão
Recomeçam os seus pesadelos
E voltam a ser o que são.

Enquanto as "freiras e santas”
Não crêem em amor, ou paixão
São ocas, de alma vazia
Escravas da solidão...


Autora:
Pequenina
18/09/09 - 02:40
Música na Voz do:Ribatejano