Sonhos;
doce quimera
Acalentam as minhas noites vazias
Mesmo que sejam enganosos
Dão a minha alma alegrias.
Em
sonhos, sou livre e solta
Sou flor, ou o que bem mais quiser
Por vezes sou eu, passarinho
Noutras; sou eu à mulher.
Quando
flor; sou eu menina
Traquina, crescida ao pé das salinas
Que nem em sonhos imagina
O que a vida lhes destina.
Quando
sou eu, passarinho
Sou asas, sou vento, sou liberdade
Mas quando sou eu, á mulher
Me dói, tanta fragilidade.
Não
sonho com o futuro
Sonhei, quando em minhas carências
Tentando enganar a mim mesma
Colorindo as evidências.
E
ao despertar reconheço
Que os sonhos são vis embusteiros
Confundem-me, e me iludem
Dizendo-se verdadeiros.