O tempo passa, e as possibilidades se vão
Traiçoeiro e devastador, a correr sem direcção
As diferenças de horas roubam-me os dias
Mostram-se duras, alheias, e sombrias
Nossos ponteiros não conseguem se ajustar
Sempre os teus tem mais urgência em passar
Dormes, enquanto que acordada, sonho...

Um sonho fantasioso e inconsequente
Provocante e sedutor, a alvoroçar a minha mente
No vazio da minha alma carente e indefesa
A me cobrir no manto negro da incerteza
E os pesadelos continuam, fazem-me mal
Dentro de mim há uma tormenta, um vendaval
Enquanto o tempo urge, e se apressa…

Vão-se os ponteiros a caminhar a toda pressa
Absorvendo o meu silêncio, seguem em frente
Desgarrados, afastados, e mais ausentes
Sempre a correr á passos largos, permanentes
Sinto-me só, sem uma expectativa eminente
As diferenças não se ajustam ao meu tempo
São as horas uma angútia, um tormento.



Autora: Pequenina
20/07/08 - 01:50 h
Música na Voz do: Ribatejano