Aos frutos dou-lhos
as cores
Pinto-os, ao meu bel-prazer
As amoras silvestre azuis
São ácidas, e fazem doer.
As pinhas são
trepadeiras
Que sobem ao pé dos telhados
As romãs do meu quintal
Tem nas cores os meu pecados.
As mangas são
rasteirinhas
Algumas nascem de cacho
Dão mais que ervas daninhas
Não importa se fêmea ou macho.
Porquê
não falar das laranjas
Que pretas, quanto o carvão
Já nascem com os seus pezinhos
Nas asas de um avião.
O limão,
muito docinho
Assim dizem os passarinhos
Que se alimentam do fruto
No copo com “pinga” e gelinho.
As flores são
todas híbridas
Pinto-as da cor que eu quiser
Com uma mistura de cores
Pinto até o meu malmequer.
Se
o malmequer, bem me quer
Não me importa o tom que tenha
Num sol que é verde e amarelo
O resto; é o que mais venha.
Autora: Pequenina
06/09/08
- 16:40
Música
na Voz do: Ribatejano