A vida em si é um sopro...
De uma leve brisa que passa
Uma nuvem no céu de fumaça
Sem pátria, sem credo, e sem raça.

É um cometa que marcha ligeiro
É a roleta a girar num Cassino
São segundos e minutos marcados...
É a sorte a jogar com o destino.

Jogo sujo de cartas marcadas
Onde em regra, há um só vencedor
É a vida uma pré-destinada
É a morte, o seu cruel predador.

Está sempre rondando á volta
Silenciosa, fugaz, e traiçoeira...
Quando a vida planeja um futuro
Vem a morte, e lhe passa a rasteira.

Não escolhe se bom ou ruim
Se viveu, ou acabou por nascer
Não existe o querer, ou não querer
Pouco importa os que ficam a sofrer.

São as duas, inimigas aliadas
Hipócritas, sórdidas, desalmadas
É a morte, cega e matreira
É a vida, uma infeliz passageira…


Autora: Pequenina
01/10/08 - 01:10
Música na Voz do:
Ribatejano