Vento
frio, praias desertas
É o inverno a abrir as suas portas
O ar me cheira a fantasma da nostalgia
Céu encoberto, rua vazia.
Solidão da noite,
a romper os tempos
O passar dos anos, o ruir dos sentimentos
Longas horas que se arrastam ao mesmo ponto
Á largos passos, vai de encontro ao desencontro.
Na
jornada da vida, nos atalhos dos caminhos
Vasta é a mata, maiores são seus espinhos
A sede o frio, o desafeto, corpos exauridos
Em solidão, acabam apodrecidos.
Braços
que se abraçam, a si mesmos
Neles se enlaçam, em abraços sedentários
São como pedras que compõe os seus calvários
Criam raízes, no desfiar dos seus rosários.
O
real do irreal, e seus infortunados desejos
O rolar na cama, a ternura, o afago, os beijos
O Cobertor, o amor, o gemer, o germinar da semente
Náufragos do inverno permanente.

Autora:
Pequenina
03/06/08-03:10hs
Música
na Voz do: Ribatejano