Choro o amigo, fiel companheiro
Meu pequeno e grande guerreiro
Como a vida foi má com nós dois
Porquê tens que te ires agora
Bem podias adiar para depois
Sofres tu, as dores do mal
Sofro eu, ao te ver no final
Teus gemidos, punhais afiados
Que no meu coração são cravados
Fere a minha alma, sangra o meu peito
Ao te ver contorcer-se em teu leito
Quantas dores trazes dentro de si
Vem ao meu colo, eu te faço dormir
Já não me vês, mas me sentes o calor
O meu sofrer, o meu carinho e o meu amor
Ah, pudesse eu dar-te a cura, o alento
Absorveria este teu sofrimento
Se as minhas lágrimas fossem milagrosas
Colheria as gotas em pétalas de rosas
Curaria as tuas dores, e as tuas feridas
Teus lamentos, teus ais, o teu penar
Estão em mim, e nunca hão de apagar
Desconsolo que trago, meu querido
Aqui estou ao teu lado, grande amigo
Sinto o teu respirar, cansado e ofegante
Acalma-te e descanse, nos veremos adiante…
Durma em paz, meu pequenino gigante.


Autora: Pequenina
Em 26/03/08 - 02/15hs
Este (rabisco) foi escrito na madrugada em que o meu (Peludinho) se foi…
Tendo como companhia apenas eu, e a minha cadelinha (Bebel) até o amanhecer.
Música na Voz do: Ribatejano