Noites insones, o olhar perdido
A controvérsia de pensamentos
A ansiedade a corroer a alma
O medo, a luta contra o inevitável
Em agonia, chego a impaciência
Lágrimas, que me levam ao desatino
O sofrer, a ausência da esperança e da fé
A discordância da realidade da vida
Conjecturas me incitam o pânico
A sensação de perda, o temor eminente
A contorcer-se em minhas vísceras
Estrangulando-me abruptamente
Arrastando a vida para mais além …
Levando o tudo que me resta
O receio de não ter, e não mais ver
De acolher-te em meus braços, te envolver
Acariciar-te, e dizer-te o quanto te amo
Meu amigo fiel, pequeno e grande companheiro
Não te vá, fica comigo, sê meu amigo
Sinto o vazio da solidão dentro do peito
A sensação de viver um pesadelo
E a qualquer hora, ao despertar...
Já estarás tão longe, tão longe...
Que procurar-te, será uma busca inútil
Pois sei que não vou te encontrar.


Autora: Pequenina
05/03/08-02:10hs
Música na Voz do: Ribatejano