Amanhã há de ser um novo dia; talvez…
Ou será mais um, entre os tantos que contei
Contei-os, ou os deixei passar; não sei…
Na mansidão do tempo, mergulhei.

Amanhã pela manhã, se este chegar; talvez…
Quem sabe o sol volte a surgir mais uma vez
Acentuando o colorido das flores; meus temores
Seus odores, meus gemidos, as minhas dores.

Amanhã ao entardecer, se acontecer; verei…
O pôr do sol, dourando o manto do horizonte
Cedendo o espaço para que a noite se apresente
Até que o canto da cigarra seja ausente.

E amanhã ao anoitecer, se lá chegar; talvez…
O meu olhar esteja mais sereno, e mais ameno
E a minha boca ávida, prove o doce do veneno
Num beijo louco, embriagador e pleno.

A beira rio entre as palmeiras, ao luar amante
Rumo ás escadas ao fim do mundo, o meu universo
Que em seu silêncio abriga os meus desejos; imersos
Amanhã talvez, eu possa colorir os meus tolos versos.



Autora: Pequenina
22/11/08 - 03:20
Música na Voz do: Ribatejano