Lá no alto da mangueira
Nos galhos, junto á amoreira
Vi lindos cachos de flores
Numa primavera invernosa
Onde mal vinga uma rosa
A Natureza, Mãe maravilhosa…

Quase sempre é generosa
Olhei e vi que em outros galhos
Havia mais alguns cachos
Já com as manguinhas verdinhas
Apreciei-as comovida
Saudáveis, cheias de vida.

Num clima que num repente
Passa de frio, para quente
Mal sabemos qual é a estação
Se inverno, ou se verão
As amoras que com ternura
Nos galhos se dependura.

Suculentas, e gostosas
Deliciosamente apetitosas
São docinhas como o mel
Mas não as posso pegar
Pois quase que tocam o céu
E com isso, os passarinhos.

Que lá, fazem os ninhos
Convidam aos amiguinhos
A virem banquetear
São as “cuicas” esfaimadas
Que deixam as matas fechadas
Em busca de um pomar.

Já que não sabem caçar
São elas animais silvestres
Que tentam em sobreviver
Digam-me, o que posso fazer?
Tem fome, deixo-os comer
E se sobrar, vou colher…



Autora: Pequenina
12/10/08 - 23:30
Música na Voz do: Ribatejano