Na escuridão da noite, ele se vai
Cansado, sonolento e alheio
Aparta-se de mim, timidamente
Deixando-me só, e inconsciente
Só o vazio, a comandar a minha mente
A chuva cai, trazendo o vento…
Quanta angústia neste pobre pensamento
Que se vai pelo ar, sempre a voar…
Vagando a ermo, sem saber qual o destino
Cruza o horizonte divagando sobre o mar
Voando alto nas asas de um peregrino
Que o arremessa ao seu ponto de partida
À realidade, que rege a nossa vida
A missão, que não nos dá outra saída…
Pousa cansado, fragilizado e alquebrado
A esperança e a fé, já é passado…
O vento norte, o fizera um naufragado
Finda o dia, e mais uma noite á chegar
Ele, o meu pensamento, volta a voar
Sem fronteiras, sem porto, sem norte
Estúpido aventureiro, sempre á jogar com a
sorte
Cravado entre as sombras que o acolheu...
Aferrado na escuridão, que se perdeu.
Autora:
Pequenina
25/07/07-02:35
Música
na Voz do: Ribatejano
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