Sou seus retalhos coloridos
Estampados em suas fantasias
Sou eu, o teu passado, inútil…
A infestar a penumbra dos seus dias
Afasta-te de mim, amigo meu...
Não quero ser o seu algoz
Nas desventuras que te acerca
Desate os nós…
Arrede as pedras do caminho
Sejais livre, voe sozinho
Abra as tuas asas e liberta-te
Voe alto, és passarinho
Não deixe a solidão te sufocar
Tomar-te o fôlego te execrar
Talvez um dia possas te encontrar
Tente, não te deixes afundar
E se precisas de ajuda
Aqui estou, posso ajudar
Conte comigo...
Meu querido, incompreendido…
Te ofertarei o meu ombro amigo
Se te serve como abrigo
E se estenderá a minha mão
A acalentar o teu coração
Não dar-te-ei o que não tenho...
E que nunca o terei, para te dar
Um amor puro, e verdadeiro…
Leal, e companheiro
É o que mereces, mas não terás...
Trago comigo a amargura dos meus ais
Entrincheirados dentro do meu ser
Mas se assim queres…
São migalhas, e toda sua
São destroços de minh’alma nua
Pois o verdadeiro amor que está em mim...
Partiu; foi-se com a lua…


Autora: Pequenina
15/08/07-03:10hs

Música na Voz do: Ribatejano