Nuca o vi, nem o toquei
Mesmo assim, posso senti-lo…
No roçar do seu corpo ao meu
No leve toque de suas mãos suaves
Na fragrância que advém de sua pele
Na maciez dos seus cabelos quase negros
No ocaso do sol ao declinar, sinto a sua luz
Na brisa leve, que passeia a beira mar
No luzir das estrelas, no infinito, posso senti-lo
Em sua voz quente, posso ouvi-lo, e posso senti-lo
Posso senti-lo quando alegre ou triste
Em seu olhar melancólico, eu posso senti-lo
Qual um ermitão, naquele manto sombrio
Enroupado pela névoa que o acerca
Anjos Querubins que o seduzem
Tentam arrastá-lo aos portais da Babilônia
A um covil fascinante e traiçoeiro
Não o atinge, pois inatingível o é
Um verdadeiro deus intocável
Fascinante e inalcançável
Imaginário, imperceptível, insuperável
Posso senti-lo, através do pensamento
A todo instante, em meus momentos
Mesmo que a noite o torne invisível
E os meus olhos, venham a perder a claridade
Não importa, eu posso senti-lo…


Autora: Pequenina
05/12/2007-18:10hs

Música na Voz do: Ribatejano