Palavras soltas ao vento
Perdem-se no espaço, viram fumaça
Vozes em forma de nuvens
Gemidos mudos que não querem calar
E só o aflito ouve, e o interpreta
No desespero do querer
Do desejar e não ter
Na ânsia sinuosa da alma
Que ingere a seco
Um cálice de vinho cítrico
Dilacerando a garganta ferida
Percorrendo as artérias
Estimulando a dor
Banindo o sonho
Coagindo o ensejo de gritar
Na atrocidade do desalento
Num eco angustioso
Isolado num canto frio explode
A melancolia cruciante
Alojada no peito em silêncio
Camuflada nas arestas da vida
Nas ruínas do meu interior.


Autora: Pequenina
07/06/07-03:05hs

Música na Voz do: Ribatejano