Que passem os dias, e as noites
Que passem os anos, os ventos, e as luas
Que passe a vida, que gire o mundo
A miséria, a fome e a dor, não passará
Assim sempre foi, e assim o será
Poucos com muito, muitos sem nada
Sorrindo ainda louvam...
"Oh, Pátria Amada!"
O Povo habita na insanidade
Na decadência, da realidade
A violência e as drogas; virou banalidade
São tantas balas perdidas, a extinguir a humanidade
Matam pobres inocentes, e não se julgam culpados
Culpam a miséria e a fome, pelos sangues derramados
Não há trabalho, não há o pão…
Não há os direitos, pró cidadão
Se buscam ajuda, morrem no chão
Dos “corredores da saúde” jaz no caixão
Desatinados se atiram na contravenção
E nela se agarram, como uma salvação
Tornam-se selvagens, sem coração
Formam quadrilhas, vendem a prostituição
Meninas são vítimas, de um vil alçapão
Pobres em pobreza, pobres em cultura
No rosto a beleza, nos pés a sepultura…
É mais um ano, vamos brindar, comemorar!
Comemorar o quê, a vida ou a morte?
A violência, a miséria, a fome?
Ajoelhar, rezar, mendigar, ou jejuar?
Acreditar em quê, ou em quem?
Nos governantes, na humanidade?
Ou no Novo Ano, que aí vem?
Autora: Pequenina
28/12/2007-03:10hs
Música: "Fado Tropical"
Na Voz do: FRED "Ribatejano"
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