Deixe-me
dormir, não me desperte
Cerro as cortinas, não quero ver a luz do sol
Preciso adormecer por entre as sombras, e o lençol
Com a sensação que d’outro lado estou,
e não aqui
Contrapesar as minhas mágoas, e me punir
Sem gemidos, sem prantos, ou lamentos
Pôr n’um jazigo os meus tolos pensamentos.
Deixe-me
dormir, não me desperte!
Não me ofereçam vinhos, ou bombons, pois não
os quero
Quero afogar os meus tormentos, os despautérios
Subordinados, preservados, e sonolentos
Os mais profundos e opressivos sentimentos
Sem fragrâncias, sem odores, ao natural
Fragmentos, do findar de um vendaval.
Deixe-me
dormir, não me desperte!
Deixe o silêncio aquecer meu frio leito
O cansaço sufocando o meu peito
A pedir paz, somente paz, e nada mais
E que eu não ouça mais de mim, estes meus ais
Só repousar sem acordar, ficar inerte
Por favor, deixe-me dormir!
Não me desperte…
Autora:
Pequenina
12/10/07-02:40hs
Música
na Voz do: Ribatejano
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