O sol se põe, e as gaivotas se vão
Sinto-me triste, por vê-las partir
Deixam-me só, com um vazio na alma
Sinto-me oca, não quero dormir
Olhos fixos, num infinito imaginário
Toco em meu corpo nu, tépido, febril
Sinto o teu cheiro e te amo, impune.
Longe dos
olhares cruéis, e acusadores
Os meus braços me enroscam, e ouço
O murmúrio do mar, que suave canta
Em versos, as canções de adormecer
E a saudade de ti, me aprisiona
Lágrimas salgadas e cortantes jorram.
Numa vertiginosa
avalanche; rolam
Como uma manada de búfalos selvagens
Pisoteando o meu peito, incandescente
Do tanto que me dói a tua ausência
Submeto-me as torturas do meu inconsciente
Dos momentos mais sublimes vividos
Do mais louco e inesquecível amor.
Minha memória
entristecida grita
Lembranças de ti, oh meu amado
A mais bonita recordação presente
Porque hei de estar sempre ao teu lado
Nos repetidos devaneios da madrugada
Onde adormeço em ti; mesmo acordada…

Autora: Pequenina
17/05/07 - 02:15hs
Música
na Voz do: Ribatejano