Na calada da noite, a madrugada
Dispa-te dos teus trajes...
E venha até a mim
Entre silente, macio, sem ruídos
Anjos não falam, mas são ouvidos
Ouça o toque do clarim celestial
As notas soltas é um convite ao ritual
Não hesite, e venha até a mim
Sinto-me brasa a arder na solidão
Enquanto a chuva te humedece o coração
Não diga nada, deixe que a flor se abra
Deixe que a brisa suave a afague
E o seu perfume acaricie o teu ar
Que o pássaro possa o seu pólen sugar
Não diga nada, não o afugente
É uma ave, necessita alimentar-se
A procriar, a embelezar o teu jardim
Aproxime-te, toque-a com as tuas mãos
Aprecie-a em silêncio, e ame-a
Permita-te que o desejo te inflame
Que o céu se ilumine, e se abra em cor
Dispa-te dos teus trajes e venha...
Venha ao encontro do amor
Anjos não falam, voam...
Use as tuas asas...
E venha até a mim.


Autora: Pequenina
17/06/07-03:35hs

Música na Voz do: Ribatejano