Chove
lá fora, chuva fria de inverno
Nuvens cinzas formam desenhos no céu
Traços indefinidos, numa tela inacabada
Meu coração palpitante se agita, e grita
No pensamento, as perguntas que se perdem
Os meus medos, voltam a me atingir covardemente
Tornam-se ecos penetrantes em minha mente.
O sangue ferve em minhas veias, um tormento
Quente e persistente, a me cobrar afeto
Afeto, que não encontro debaixo do meu teto
Nas paredes frígidas que me assistem em silêncio
As buscas, a procura madrugada adentro
O teu rosto, as tuas mãos, o teu corpo, o alento
Sinto-me só, num amontoado de cimento.
Que não se movem, insensíveis são
São muralhas que me isolam, em solidão
E me escravizam a este mundo de ilusão
Chove lá fora, chove em meu leito
Chove em minha alma…
Chove em meu peito.
Autora:
Pequenina
29/08/07-03:40hs
Música
na Voz do: Ribatejano
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