A ninguém disse “te amo” e só lamento
Dentro de mim, não cultivei tal sentimento
Porquê mentir, fingir amor, é um tormento
Falsas palavras, sem nenhum discernimento
Nunca beijei, e nem deixei-me ser beijada
Beijos na boca, me deixavam asfixiada
Nunca fiz amor, com amor, ou por amor
Só por dever, obrigação e muita dor
Creio que errei, mas dissimular, isso eu não sei
Já fui senhora desposada, e me arruinei
Entediava-me os ciúmes, as regalias
Tornei-me um andróide, das hediondas fantasias
Meus poucos anos, de tão poucos, se perderam
Calou meus sonhos, que em mim adormeceram
Despertá-los? Sepultá-los? Pouco importa!
A vida passa, e as más lembranças batem á porta
As primaveras vão-se, e voltam carecidas
Com as suas flores, sem odores, aborrecidas
Em sua essência, cores pálidas, artificiais
Os meus anseios, que são transcendentais
Sinto desejos de amor, de beijar, me sufocar
Amar alguém, seja lá quem! Amar, por amar…
Entregar-me ao prazer, e despertar!


Autora: Pequenina
02/12/07-04:40hs

Música na Voz do: Ribatejano