São elas que correm lentas
Macias e sonolentas
Percorrem meio, e cantos
Sabem de cor os meus pontos
As veredas dos meus segredos...

Deslizam ao toque dos dedos
Sedentas e envolventes
Fogosas, e indecentes
Afogueadas, e quentes
Escorregam suavemente...

Descem ansiosas, inibidas
Vorazes e destemidas
Avançando mais além
Do que lhes é permitido
São tuas mãos, meu querido.

Mãos tão tuas, e tão minhas
Quando ao meu corpo te aninhas
Se fundem, se confundem
Descaradas, pervertidas
Sensuais e atrevidas.

Moldam-se, ao meu infinito
A boca, fala o que sinto
Mal posso conter o grito
A febre me toma a alma
Da lassidão, á calma.

Mesmo muito eu te querendo
Vencida eu cedo, me rendo
Me enlaças, te enlaço
No aconchego do teu braço
Calma e saciada, adormeço...

Em tuas mãos, em teu regaço.
..


Autora: Pequenina
02/12/06

Música na Voz do: Ribatejano