Alheios e tão nossos
Os sentimentos fluem
As lembranças castigam
A dor fere e mata
A alma enlouquece...

As palavras se calam
Emudecem no peito
A sombra se põe
Toldando o meu sonho
O silêncio maltrata...

A esperança fenece
O grito emudece
Na calada da noite
Fantasmas flutuam
Entre raios, e trovões...

Nas rajadas de vento
Que sopra raivoso
Debulhando as flores
Arrancando as folhas
Matando as abelhas...

Ceifando o seu mel
Violentando a natureza
Violentando o amor
Que se vai com o tempo
Numa ida sem volta...

Como as águas do rio

Deixando um vazio
De morte e de frio
Sangra em dor, a ferida
N’uma alma esquecida...

N’uma alma perdida
N’uma alma vencida...



Autora: Pequenina
01/12/05/03:15hs
Música na Voz do: Ribatejano