É
carnaval, onde tudo acontece...
A euforia de um povo que enlouquece
E quase sempre a violência prevalece...
E aquele sonho, tão sonhado esvaece...
Deixam marcas, que jamais alguém esquece
É a lei da vida, tem-se aquilo que merece...
Vejo o sol forte a brilhar no horizonte
As gaivotas revoando a beira mar
Não há espaço, para tantos disputar
Enquanto outros vão pras ondas mergulhar...
A poluir o claro leito do meu mar
Cá da janela, ouço as ondas soluçar...
Casais se agarram, e aos beijos vão além
Mal se conhecem, e nem sabem, quem é quem
É a libertinagem, onde ninguém é de ninguém
Não há respeito, fazem o que lhes convém
Mulheres deitam-se na areia, e começa o “trololó”...
Tal qual “Candinha” do tempo da minha avó
Crianças em mutirão, formam seus castelos na
areia
E os “marmanjos” vem pescar suas “sereias”...
Prontos a darem o bote e aprisiona-las em suas teias
É o carnaval, onde o sangue sobe às veias
A euforia, o samba, que vai da areia, á avenida
Há poucas roupas, só a pele é colorida
Deixam de lado o conceito e a própria vida
Só quarta feira vêem o saldo da orgia
Lágrimas de dores, de tristezas, a nostalgia...
Junto as cinzas que restou da fantasia.
Autora:
Pequenina
18/02/07
Música
na Voz do: Ribatejano
|
|