Aonde
irei? Não sei!
Não tenho rumo, nem metas
Ando em curvas sempre insertas
Vou aonde o vento me leva, e nada mais
E o contra vento, que de volta me trás
Objetivos? Não os tenho, tanto faz...
Vejo, ouço, movo-me, e até forço um
sorrir
Mesmo que falso, sou convincente ao fingir
Por vezes penso que voltarei a florir
Tento em erguer-me, mas logo volto a cair
Pura ilusão ao imaginar outro porvir
Sei chorar, sei criar, sei fingir ao sorrir
Até mesmo uma montanha de sonhos construir
Feita de lágrimas de tristezas no sentir
Formam-se sólidas com altitude, sem ruir
Crescem fortes, insolúveis, e imponentes
Cada gota faz germinar outras sementes
Se multiplicam sobem rumo ao sem fim
Enquanto outras, escondem-se dentro de mim
E aos poucos contaminam o meu jardim
Ferindo forte um coração sem emoção
Num corpo inerte, renegado a paixão
Uns lábios ávidos, ressequidos de tesão
Olhos sadios, nublados pela nostalgia...
Penso em doá-los quando chegar o meu dia
Talvez assim, um outro alguém verá por mim
As flores belas e o colorido de um jardim
E possa ver a quem tanto eu quis, e nunca vi
Olhar nos olhos, de quem amei, por quem vivi.
Autora:
Pequenina
28/12/06
Música na Voz do:
Ribatejano
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