Hoje, menino Fadista... Senti saudades de ti...
De ti, menino criança, de meiguice e de esperança
Teu lado bom tua infância, teus poucos anos vividos
Um sonhador destemido, sem nunca ser "atrevido"...

Hoje, menino Fadista... Queria estar junto a ti!...
Ouvir-te se tens a dizer, tudo que eu possa saber...
E não te magoes comigo, não me dê este castigo
Meu pequeno e grande amigo!...

Sabes menino Fadista... Juro, eu não te esqueci
Mesmo distante de ti, mantenho firme a promessa
Feita em nossas conversas, por isso eu estou aqui
Cumprindo o que prometi.

Saudades, menino Fadista...
Dos fados que tanto gostas, da tua inocência airosa
Do teu jeitinho envolvente, de menino adolescente
Sincero e inteligente, herança de vossa gente.

Hoje, menino Fadista... Vi-me só e desolada...
Ao longo de uma estrada, senti-me triste e cansada
Percebi que o mundo é nada, se deixamos de ser "fada"
Lembrou-me a "bruxa malvada" e resolvi escrever-te...

Para pedir-te desculpas, pela minha incoerência
Dizer-te que não estás só, e que o tempo não me mudou
Que o teu fado não morreu, e o Bairro não te esqueceu...
Nem o teu Bairro, e nem eu!...



Autora: Pequenina
Dedicado ao menino Adriano: 'Fadista de Bairro'
26/04/06