É
certo que o meu mundo
Caminha na contramão
Briguei com o meu coração
Que chora, e diz ter razão...
Um tolo idiota, e carente
Não fala, mas geme e sente
Vive uma vida de cão
Entrega-se com emoção
Explode em louca paixão
Ferido, se arrasta no chão
Vencido, cai na solidão
Me incomoda a lamentação...
Mal resolvido e sofrido
Reclamo, por ser insensato
Responde pra mim; sou de fato...
Um estorvo, sem ser ingrato...
Sou tua imagem, o teu retrato
Maltrato, pois sou maltratado
Sem culpas, se é teu este fado...
Não vejo porquê ser culpado
Não posso ser um renegado
Não sou um órgão isolado
Mantenho-me sempre ao teu lado
Como um escravo, submisso
Tu sim, tens culpas por isso...
Nasci contigo em teu peito
Criado com o teu conceito
É teu e não meu, o defeito.
Autora: Pequenina
26/05/06 - 02:40hs
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