Sonho
com outra vida, um novo mundo
Onde haja paz, harmonia, e muito amor...
Sonhos humildes que os trago em minha mente
Nada pomposo, viver feliz e simplesmente
Uma cabana onde eu plantasse uma semente
Com vaga-lume e borboletas; eminente.
Raios
de lua, e de estrelas fulgentes
Ouvir em versos, as mais ternas melodias
Dunas de sonhos, com seus grãos de areia em prata
Brilhos suaves, clareando os meus dias
No outono ao vento voam folhas, ressequidas
Voa a minha alma, um tanto quanto enfraquecida.
Cantam
as aves, costurando a minha vida
Baila o meu sonho, na canção adormecida
Solto ao vento já sem cores, o meu vestido
Já em frangalhos pelo uso, desbotado
Fartos remendos, a encobrir este meu fado
A minha pele, o meu corpo, o meu pecado
Na
palidez da tela morta do meu rosto
Já fui Rainha, e só me causou desgosto
De um falso reino enganoso, um falso Rei
Com as falsas cores, do arco-íris eu me pintei
Pingos de chuva me molharam, descorei
Levou a cor do meu fulgor, turvou os meus planos.
Não
há pintor, que recupere tantos danos
Não há remendos que me cubra os desenganos
E nem há "Maga" que devolva os meus anos.

Autora:
Pequenina
04/01/07 - 01:35hs
Música:
"Butterfly"
Na Voz do: Fred Sousa "Ribatejano"