Passando pelo cerrado
Onde vivi no passado
Parei, e estendi o olhar
No campo verde, molhado
A chuva, o havia regado
As viçosas margaridas
Entre outras flores coloridas...
Saudavam
a primavera
Um lindo bosque florido
Que dão um toque garrido
Ao crepúsculo adormecido
Em um paraíso perdido
Tocou-me forte e profundo
Seria este o meu mundo...
Ou
da vida a vingança
Num gesto de esperança
Tentei tirar da lembrança
Seguindo mais adiante
Caminhei beirando a fonte
Junto ás folhas das palmeiras
Tão lindas e altaneiras...
Onde
as aves tem seus ninhos
Pouco acima das ribeiras
Cenário da natureza
Das cachoeiras a riqueza
Seus mistérios, o seu cantar
Que as noites, ao despertar
Do adormecer sem sonhar...
Sentada
a beira da cama
Que muito me fez chorar
Não vejo porque voltar
Ou será esta uma sina
Que a vida, a mim destina
O vir, e aqui ficar
Dormir sem nunca sonhar
Sorrindo, pra não chorar...
Autora:
Pequenina
27/09/06-16:40hs