A lágrima corre na face, e chora
Desprendida d’uma alma fria, e vazia
De um peito insatisfeito, em nostalgia
Lentamente e sem pressa, cai ao chão
Fere á vida, abre em ferida o coração.

Esvai-se em sangue, destrói o sonho
Vencido pela dor de uma saudade...
Maldade do destino cruel e traiçoeiro
Gira o mundo, queima em chamas
Afunda-se na lama da hipocrisia

"Oh, Vida! Poupe-me a ironia"...

Divina Dama inconsciente...
Inconseqüente, tenebrosa, e incoerente
Choras em versos, o seu protesto
Infesto de amargura e desventura...
Decadente, ignorante, agonizante.

Mensageira do mal, pecaminosa
Tresloucada, sedentária e mentirosa
Que carrega na alma a inquietude
Das tristezas ameaçadas pela morte
Traumatizada, a mercê de sua sorte.

Alucinada, pelos vícios do prazer
Das ilusões, fantasiosas de seu ser
Oh vida inútil, fútil, e aventureira
Olhe pro mar, veja que tu és passageira
És o que resta de uma louca brincadeira...

Dos carnavais, dos vendavais...
Do teu sorriso, a tua paz
Do que fostes, e não és mais...


Autora: Pequenina
Música: "Y Tu Te Vas"
Na Voz de: Fred Sousa "Ribatejano"

23/02/06-02:15