Me
busco,
e
não
me
encontro,
sinto
na
alma
um
vazio
insólito,
uma
sensação
de
estar
só,
e
sufocada,
como
no
fundo
do
mar,
naufragada...
Em
ruínas,
e
desgastada
pelo
tempo
num
misterioso
oceano
de
águas
escuras,
fria,
e
corrosiva,
que
aos
poucos
a
maresia
consome.
Não
vejo
o
céu,
nem
as
estrelas,
nem
a
lua;
nada
que
comprove
a
minha
existência,
nada
que
me
alivie
a
dor
deste
momento,
nem
uma
voz,
ou
uma
mão
que
me
conforte.
Estou
trancafiada
dentro
de
mim
mesma,
num
silêncio
mórbido,
e
assustador.
Como
pedir
ajuda,
se
ninguém
sabe
onde
estou,
ou
se
estou,
ou
como
estou,
e
se
eu
sou.
Só
me
resta
rogar,
que
a
tempestade
desabe,
e
o
mar
revolto
limpe
o
fundo
do
oceano,
e
atire
na
areia
da
praia
os
destroços
deste
terrível
naufrágio,
Se
é
que
algo
restou,
desta
nau
que
afundou.
Autora:
Pequenina
23/04/05