Há
certos dias na vida
Que maldigo o meu existir
Começa a minha tortura
’Não faltes, tu tens que vir’!
Detesto festas e barulhos
Não suporto aglomeração
Prefiro estar em meu canto
Isolada, sem reunião.
É reunião de trabalho
É reunião de Família
Pois, digo-te na verdade
Preferia estar numa ilha.
Em pleno seio do oceano
Deserta, sem nada a volta
Ouvir o bater das ondas
E o canto da gaivota.
Olhar o verde do mar
O suave azul, do céu
O vai e vem das marolas
Liberta, solta ao léu!
Ah! Se eu fosse invisível
Ou entendesse de magia
Juro que me evaporava
Na passagem deste dia.
E quando todos cessassem
O fogo, desta euforia
Voltaria ao meu cantinho
Festas, me dão nostalgia.
Tenho cá, os meus motivos
São meus, e do meu coração
O pobre vai arrastado
Amarrado, a dizer; Não!
Sei que sou uma solitária
Casei-me com a solidão
Amante sou, do silêncio
Deste, é o meu coração!
Autora:
Pequenina
20/12/03
Música
na Voz do Ribatejano