Quisera ter teus setenta
São anos, de muito valor
Tens a cabeça saudável
Ao descreveres o amor.


Escreves palavras bonitas
Que a todas fazes sonhar
Imagine quando mais jovem
A quantas fizestes chorar

Hoje estes teus setenta
Não vos faz a diferença
És jovem por natureza
E muitos, o pedem licença.

Os anos a ti vos deram
Sabedoria e experiência
Pois podes bem ensinar
Aos mais jovens a 'ciência'

Nas 'artes' e no escrever
És Mestre, mas és um menino
Travessuras vives a fazer
Garanto, não bates 'pino'!

Te digo: Meu ‘Mestre, Poeta’!
Tenho-te grande admiração
E muito mais, do que isto...
Adoro-te, de coração!

Por: Pequenina




Mas eu apenas procuro viver e fazer viver
Quantas vezes lágrimas dos olhos a chover
Por vezes apenas te tenho a ti para amaciar
A grande dor que sofro e estou a passar.

Sim, é Natal! Para mim tem sido amargura
Muitas luzes, e a minha vida mais escura
Rosas desapareceram que havia em mim
A terra dura e infértil, terminado meu jardim.

Não há milagres que possam aliviar o sofrer
Talvez tu me darias um pouco de alegrias
Mas vejo as noites chegar o dia amanhecer
Arrasto-me, e sempre o mesmo, todos os dias.

Espero sempre um dia, que chegue a esperança
Mas a música está a se acabar nesta dança
Pedirei para parar ou tocar mais devagarinho
Estaremos a dançar, e veja quem nos alcança!


Por: Armando C. Sousa

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