Vida,
para que te quero, vida!
Aprisionas-me, e me arrastas para o fundo
Para um abismo, onde o sol não pode entrar
Só negras nuvens giram em torno deste mundo.
Vida, para que te quero, vida!
És o meu lado obscuro, horripilante
És o naufrágio de uma nau sem tripulante
Onde a minha pobre alma é o navegante.
Vida, para que te quero, vida!
És uma pedra, um estorvo, um castigo
És folha seca que levada pelo vento
Qual gaivotas, que ao léu não tem abrigo.
Vida, para que te quero, vida!
És um esboço numa tela inacabada
Por um pintor que a deixou abandonada
Não te deu cores, e sem cores não és nada!
Vida, para que te quero, vida...

Autora: Pequenina