Quisera que cá
estivesse
Aquele a quem mais desejo
Atirava-me em seus braços
Sufocava-o com um só beijo.
Continuei a sonhar
E me pus a caminhar
Sob o clarão do luar
Eu sentia o teu olhar.
Em
meu corpo a penetrar
Enquanto as ondas do mar
Ás minhas pernas, lambiam
Ouvi uma voz a cantar.
Pensei
estar a delirar
Ou estava a imaginar
P'ro refúgio do meu chorar
Continuei a caminhar.
Olhei
na areia branquinha
Senti-me frágil e sozinha
Como nunca fora antes
Frágil; como ás conchinhas.
Que
na areia foram atiradas
Pelas ondas, fortes do mar
Morrendo, esturricadas
Sem as águas, poder voltar.
Pobres
conchinhas vazias
Sinto-me tão desiludida
Tão oca, como uma de vós
Estou oca, e oca em vida.
Olhei
o céu novamente
Vi que a lua já se escondia
Dando lugar para o sol
E o nascer de um novo dia.
Que
não me faz diferença
Pois não me traz alegria
Se acabo, sempre voltando
P'ra minha vida vazia.
Autora:
Pequenina