Do
outro lado da rua
Há uma lua, que acorda...
Se espanta, levanta
Não canta, e não rima...
Com o clima.
Do
outro lado da rua...
Há uma lua nua.
Carente, que grita
Se agita, se excita...
E levita.
Do
outro lado da rua...
Há uma lua fria.
Sombria, escondida
Sofrida, vencida...
E sem vida.
Do
outro lado da rua...
Há uma lua que chora.
Implora, agoniza
Incendeia, e explode...
Na areia.
Do
outro lado da rua...
Há uma lua...
Autora: Pequenina
20/01/05