Hoje, eu não vi a lua
Nem á rua!

Não vi, nem ouvi você
Porquê?

Que triste estava a noite
De açoite!

Pensei então em dormir
P’ra não sentir.

Entrei num quarto vazio
E frio!

Tirei da cama o lençol
Com dó.

Teu cheiro nele exalava
E eu sonhava.

Imaginei, teu corpo deitado
Excitado.

Teus vastos pêlos, ouriçados
Entesados.

Tua pele quente e macia
Me envolvia.

Senti em mim a tontura
Da loucura.

Agarrei-me ao travesseiro
Conselheiro.

Pedindo a ele um conselho
Apontou-me o espelho.

E assim vi que estava nua
E toda tua!

Sedenta, a sentir teus beijos
São desejos.

Teus braços a me enlaçar
Vou gritar!

Meu grito de quero amar
Sem cessar!

Um vulcão em erupção
De tesão!

Prestes a explodir
No teu vir.

Gemia todo o meu ser
De prazer.

Amei-te até o cansaço
Sem compasso.

Dois corpos entrelaçados
Sem pecados.

Cheios de amor, e paixão
No coração!

Unidos, e tão separados
Inconformados!

Por um destino malvado
E desalmado!

Que teima em nos castigar
E afastar.

Causando tamanha dor
A este amor.


Autora: Pequenina
27/11/04