Pai! Estou diante de ti, sou um pequeno grão de areia, sou o nada que se esconde, presa por uma teia.

Pai! Sou descrente, impotente, e irreverente, mas não sou uma delinqüente!

Sou sofrida, e por vezes atrevida, trago no peito a dor, e a vida morta e sem cor.

Pai! Sei que não mereço o perdão, pois trago em meu coração, um amor pecaminoso.

Nele eu encontro o meu gozo, e a paz do meu viver, meu alento, e o amanhecer...

Pai! Mesmo estando tão distante, rogo a ti que leve adiante, esta prece ao meu amor.

Dá-lhe força e coragem, para que nunca se afunde, e a saúde abunde.

Pai! Não deixes a dor o tocar, nem o inimigo o encontrar, saibas livrar-lhe do mal.

Mesmo que a mim tenha um preço, exponho-me a qualquer sorte, que pague eu com a vida, e estarei agradecida.

Pai! Se queres, tomes a mim, que já vivi e por fim, nada tenho a deixar, e bem poucos a chorar!

Ponha-me nas mãos do inimigo, mesmo correndo o perigo!

Creias, não vou fraquejar!

Pai! Sabes que muito sofri, e nunca nada eu pedi, mas peço-te, por quem me deu o sorrir.

Pelas chagas do Salvador, por este que eu sinto amor, dê-lhes a paz, Meu Senhor!

Pai! Afaste-o dos males visíveis, e dos invisíveis também...

Torne-o um ser mais feliz, pois é um Anjo do bem.

Peço-te com o coração, e toda a minha devoção.

A ti elevo esta prece, e que os Anjos digam Amém!




Autora: Pequenina